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O Começo da Terapia e o Medo da Mudança

O Começo da Terapia e o Medo da Mudança

Terapia é mudança. E começar uma mudança gera medo. É o natural e é plenamente compreensível. E tá tudo bem ter medo ou receio. Sèrio. Às vezes isso nos protege, às vezes complica. Contudo, preparei este texto pra ajudar quem está pensando em tomar esta grande decisão que é mudar, ok? Se você se identifica, então este texto é para você!

Esta publicação tem caráter informativo, caso você esteja procurando atendimento psicológico, avaliação psicológica ou uma palestra personalizada, Clique Aqui. Você será direcionado para entrar em contato com o profissional.

Por que vencer o medo da mudança e começar a Terapia?

O divã, portanto, poderá ser usado para tornar a fala menos direcionada à vaidade de um olhar alheio e mais confortável ao falante.

Somente a sua história irá dizer. Neste caso, há tanto quem comece em função de um forte dificuldade ou trauma, como quem a faça por autoconhecimento e/ou prevenção.

São obviamente inúmeros fatores que motivam o início do tratamento. Mas resolvi listar dois mais comuns:

  • Lidar com o sofrimento e/ou sintoma e melhorar a qualidade de vida.
  • Buscar é autoconhecimento e autoaceitação: duas características muito

Outra coisa: conforme vamos ao médico para verificar a saúde, poderemos também ir à terapia verificar como está a saúde mental. Funciona da mesma forma. Portanto a terapia também pode e deve ser preventiva! Fazer terapia pode até evitar a manifestação futura mais grave de alguns Transtornos Mentais.

A mudança começa rápido? Quanto tempo demora?

O tratamento pode ser breve ou contínuo, tudo vai depender do tipo de procura e do caso. Valendo sempre aquela máxima: cada caso é único!
Algumas pessoas fazem terapia apenas durante um fase ou transtorno muito difíceis de enfrentar e depois preferem seguir sozinhas;

Entretanto muitas continuam. Isso acontecer quer em função do autoconhecimento adquirido, quer em razão preferirem ter o apoio preventivo de um profissional às situações que podem trazer maiores conflitos. Portanto, também trata-se de prevenção.

Que tipo de mudança ou medo são trabalhados na terapia?

As sessões podem dar-se tanto com contato visual entre ambos, como podem tê-lo ausente, conforme falado anteriormente.

Às vezes a mudança será uma nova decisão a ser tomada, uma dificuldade que se repete há meses, anos; e até o fim de um ciclo tóxico de relacionamentos e/ou escolhas. E o medo poderá ser exatamente a mesma coisa, como também pode ser o de não conseguir a validação desejada. Mas pode ser mais do que isso. Na terapia, o trabalho do profissional envolve também cuidar e ajudar a ressignificar o sofrimento, que eventualmente se atualiza nas seguintes maneiras:

  • Transtornos mentais como Depressão, Ansiedade, TOC, Transtorno do Pânico, etc;
  • Conflitos pessoais e/ou emocionais na família, no relacionamento e/ou trabalho;
  • Enfrentamento de um luto/perda;
  • Dificuldades de Concentração, Disfunções Sexuais/Libido, Dificuldades em Grandes Decisões;
  • Momentos de grandes mudanças na vida — voluntárias ou involuntárias (Ex: Quarentena/Pandemia; Mudança de Cidade/Estado/País

E se eu estiver com medo de começar a falar?

Às vezes é possível pensar que: para mudar precisaríamos apenas falar o que o profissional quer ouvir. Com medo de seus valores e opiniões. Pelo contrário, na terapia os valores do profissional ficam em casa. Ele entende que quem irá bancar esta mudança será você, portanto o que importa é apenas a sua história!

Contudo, você poderá falar sobre o que você quiser. Bem como poderá ficar em silêncio por alguns momentos. O bom profissional saberá tanto respeitar ambas as situações, como saberá conduzir a situação para você ficar, enfim, mais confortável. Trata-se, portanto, de um espaço que é seu, onde você poderá descobrir e decidir o ritmo e a intensidade de muitos processos e decisões em sua vida. Dificilmente outras pessoas estariam sob o mesmo ponto de vista que um profissional que estudou anos para ter a ética como seu imprescindível instrumento de trabalho.

Enquanto a escuta técnica é um alicerce, os livros são as colunas que edificam uma análise.

Se tiver qualquer dúvida, você também poderá comentar aqui ou enviar um e-mail/whatsapp e terá sua resposta o mais rápido possível!

Este texto foi escrito pelo Psicólogo Caio Cesar Rodrigues.

A Diferença de Emoção e Sentimento

Você como toda pessoa, já deve ter se perguntado qual seria a diferença entre emoção e sentimento? Toda emoção seria um sentimento? Todo sentimento seria uma emoção? Os dois? Nenhum? Este é finalmente o texto que você tanto procurou sobre o assunto. A Diferença de Emoção e Sentimento. Se você também quiser saber o que é afeto, clique aqui e veja um texto exclusivo sobre o assunto.

Caso você queira uma versão mais detalhada e/ou é profissional ou estudante de psicologia, acesse o texto voltado à parte acadêmica com referências téoricas e científicas disponível na Sociedade dos Psicólogos. Clique Aqui para Acessar.

O que é Emoção?

A diferença de emoção e sentimento.

Etimologicamente falando, emoção significa “movimento para fora”, do latim emovere (prefixo “e” significa “fora” + sufixo “movere”, que significa “movimento”). Faz sentido? É como se ela fosse algo que, literalmente, faz com que nos movamos para fora de nosso corpo.

Ela também é uma resposta cerebral, psicológica e corporal. Ou seja, é algo que ocorre em os nossos neurônios, altera nosso comportamento a partir de nossa mente e, consequentemente, se mostra em nosso corpo. Eu tenho certeza que você, já conseguiu imaginar o que uma pessoa estava sentindo apenas por ter visto o semblante, o rosto daquela pessoa. É a típica expressão de mães e avós: “cara de quem tá… (complete a frase)”, rs.

O sentimento, a emoção e a diferença entre eles têm uma morada só: o cérebro.

Isso acontece porque as áreas de nosso cérebro estão amplamente conectadas. A área da fala, se conecta à área das emoções, que por sua vez se conecta à memória — que também se conecta à parte do movimento muscular! Então a emoção é algo que também atravessa nosso tom de voz, nossa postura corporal, as expressões de nosso rosto e até nossas lembranças mais primórdias. É exatamente por isso que podemos sorrir, chorar e até rir de lembranças de nossa vida!

Portanto, não existe aquela coisa de que “somo mais emoção ou somos mais razão”. Todos somos razão e emoção, mas podemos utilizar razões e emoções diferentes para lidar com algumas coisas. E principalmente: em intensidades diferentes. Tudo isso vai variar, sobretudo, do momento e da história de quem vive ou viveu uma situação.

Quais são as diferentes emoções que sentimos?

A diferença entre as emoções e sentimentos podem aparecer em vários aspectos do nosso corpo e da nossa mente.

Há muitas teorias sobre quais são as emoções principais, quantas seriam e qual a diferença ou semelhança entre uma e outra. Mas uma teoria bastante difundida e aceita atualmente é a do psicólogo Paul Ekman, que também estudou bastante as formas de expressão das emoções. Ele define 7 emoções básicas, sendo que o restante seria uma espécie de variação destas, em níveis de intensidade, por exemplo. São elas:

  • Alegria
  • Tristeza
  • Raiva
  • Medo
  • Nojo
  • Desprezo
Às vezes as diferenças de uma emoção, de um sentimento para outro estão na intensidade da vivência.

O que são Sentimentos? A Diferença de Sentimento e Emoção

Os sentimentos são narrativas, aglomerados e palavras que captam não só as emoções, mas todo o contexto do que sentimos. Um sentimento, por exemplo, pode conter mais de uma emoção. O sentimento é a forma comunicar, através de um conceito abstrato, aquilo que se sente. E isso não necessariamente é uma emoção.

Por exemplo: eu estou sentindo dor.

Utilizamos da linguagem para explicar qual é a sensação, a percepção que fazemos da realidade. E às vezes até nossos pensamentos. E claro, também são formas de falarmos sobre as emoções.

Uma imagem também pode ser uma forma de falar sobre sentimentos e emoções. A principal diferença de emoção e sentimento está no fato de que o sentimento descreve o que sentimos, enquanto a emoção é o que sentimos.

Portanto: a principal diferença de emoção e sentimento está no fato de que o sentimento descreve o que sentimos, percebemos e vivemos, enquanto a emoção é exatamente aquilo que sentimos no cérebro, no corpo e na mente. Ao mesmo tempo. Inclusive: ambos podem ser afetos.

A Psicoterapia e sua relação com emoções e sentimentos

O psicólogo é o profissional que estudou para entender, identificar e tratar questões emocionais, sentimentais e afetivas que podem vir a se tornaram ou se tornaram transtornos na vida do sujeito.

Às vezes a nossa vivência afetiva, emocional e/ou sentimental não está sendo das melhores. Podemos estar experienciando uma emoção, sentimento ou afeto com mais intensidade do que outros, ou até com menos. O papel do psicólogo também poderá ser em ajudar a pessoa a entender, diferenciar e até modular o que sente.

Por exemplo: uma pessoa que sofre com um transtorno de ansiedade está vivenciando com muito mais frequência a emoção do medo e o sentimento de que ela mesma ou às pessoas por perto poderiam morrer. Assim como uma pessoa com depressão queixa-se exatamente de não sentir ou não conseguir identificar emoção alguma. Apenas o sentimento do vazio, da angústia e da falta do sentimento de prazer.

Nestes momentos o psicólogo é o profissional responsável, portanto, a ajudar esta pessoa a falar, compreender e resolver as questões afetivas, emocionais e sentimentais que podem estar desordenadas, desorganizadas e, sobretudo, em sofrimento desproporcional.

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Se você está passando ou conhece alguém que passa por uma situação parecida, procure atendimento psicológico. É sigiloso, e feito com um profissional ético e qualificado. Clique aqui.

Este texto é um esboço. Se você quiser saber mais sobre o assunto você poderá encontrar mais textos sobre sentimentos e emoções nos recomendadíssimos blogs sobre o assunto, principalmente para estudantes de psicologia, psicólogos e profissionais, estudantes e até curiosos sobre saúde mental: Sociedade dos Psicólogos e no CICEM (Centro de Investigação do Comportamento da Emoções), dos quais também faço parte como colunista e palestrante.

Texto escrito pelo Psicólogo Caio Cesar Rodrigues — CRP: 06/139621.

Efeito Psicológico da Pandemia

No dia 11 de Março de 2020 foi decretada a Pandemia de Covid 19. Pouco tempo depois inicou-se pelo mundo todo quarentenas e lockdowns em diversos países e diversas cidades. Não demorou muito que os psicólogos começassem a perceber em seus consultórios dois fatores: 1) aumento da demanda de pacientes; 2) agravamento dos quadros já presentes em pacientes antigos, principalmente nos casos de depressão, ansiedade, pânico, hipocondria e TOC. Contudo, as contingências a respeito do impacto psicológico deste momento único da história são mais do que estas. Falarei um pouco mais neste texto. Em suma: qual é o efeito psicológico da Pandemia? E o que podemos fazer para diminuí-lo?

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O que é uma Pandemia?

A ausência de uma vacina durante a Pandemia pode ter como um de seus efeitos psicológicos a ansiedade na população.

Antes de falar uma pouco mais, definições são sempre importantes. Portanto, irei direto ao ponto: Pandemia é uma quando o foco de uma doença perde controle a ponto de estar presente em vários continentes. É, então, o estágio maior de descontrole que uma doença pode chegar a nível mundial.

O que é quarentena?

Durante a Pandemia, a recomendação para efetivar a quarentena era que muitas empresas adotassem o trabalho em casa/remoto (home-office) e que as pessoas adotassem um distanciamento social, evitando ao máximo sair de casa senão para hospital, farmácia e mercado. Entre os efeitos psicológicos da pandemia, relacionados a este tipo de isolamento está a Depressão.

A quarentena é uma palavra que deriva, etimologicamente, do número 40 (quarenta). Sendo, portanto, uma alusão a um período de resguardo, de abstinência de algo e até como um período de transição. Ademais, não é um termo tão estranho: uma das mais comentadas quarentenas do mundo ocidental é quaresma, que possui o mesmo radical etimológico, o período entre o carnaval e a páscoa. Então ela se tornou a palavra usada para representar o isolamento, sobretudo para enfatizar o distanciamento social.

Durante a quarentena, em muitas cidades, estados e até países, um dos poucos lugares que podíamos frequentar era o Supermercado. Assim como a partir de certo momento passou-se a à obrigatoriedade o uso de máscaras em boa parte dos ambientes.

Durante a Pandemia a quarentena foi uma estratégia dos países, estados e cidades, sob recomendação da OMS, para limitar os serviços disponíveis, focando em diminuir o número de pessoas em circulação e, portanto, aumentando o distanciamento social — visando não sobrecarregar os sistemas de saúde, como aconteceu na cidade de Manaus. Após o colapso nacional do sistema de saúde, países como Itália e Espanha adotaram uma medidas mais drásticas ainda: a do chamado lockdown, onde andar na rua sem comprovação de efetiva necessidade era expressamente proibido. Passível de multa e/ou detenção.

Qual é o efeito psicológico da Pandemia?

Não pode ser sair de casa e conviver com o sentimento de morte por todos os lados são dois fatores que agravam a maioria dos efeitos psicológicos da pandemia.

Durante estes 5 meses e três dias (e contando) de Pandemia foi possível observar alguns efeitos diretamente em consultório. Contudo, tanto a história como a experiência nos aponta que o impacto pode ser maior nos próximos meses e nos próximos anos. Numa situação desta, a terapia, a análise ou o atendimento psicológico (não importa como você chama) devem ocorrer, inclusive, de maneira preventiva. Ou seja: o ideal é não esperar uma forte manifestação sintomática e/ou o último momento, onde já parece não se aguentar mais.

Toda mudança cultural, principalmente as mais drásticas, produz efeitos psicológicos. Durante a pandemia a orientação do distanciamento social era que as pessoas não se abraçassem ou se cumprimentassem dando beijos no rosto ou até apertando as mãos. Tanto isso, como os supermercados se tornando um dos pouquíssimos lugares permitidos de se frequentar, assim como o uso de máscaras, pode ter um forte efeito psicológico nas pessoas durante a pandemia.

Os Principais Efeitos Psicológicos de uma Pandemia/Quarentena

Nos anos de 2002 e 2003 o mundo viveu uma epidemia de um outro tipo de coronavirus, que ficou conhecido com SARS, por também causar a Sindrome Respiratória Aguda Grave. Na época a SARS deixou quase 800 mortos e muitas pessoas com sequelas de intubações.

Ainda assim, um estudo que durou 4 anos, foi publicado na revista East Asian Arch Psychiatry, em 2014, apontou que:

  • 42.5% dos sobreviventes da doença em Hong Kong apresentaram pelo menos um Transtorno Mentais/Psiquiátrico que era diagnosticável.

Destes 42,5%, outros dados foram obtidos:

Além disso, num outro estudo que durou 3 anos, foi apontado que sobreviventes da SARS sofriam de:

Você pode baixar o .PDF completo do Estudo clicando aqui.

Todavia, chegou o momento de comentarmos além da classificação psiquiátrica dos transtornos e sim da experiência humana por trás destes.

Qual a causa deste efeito psicológico?

Os profissionais de saúde e pessoas quem acompanham familiares no ambiente hospitalar estão mais sujeitos a sofrer algum efeito psicológico diretamente relacionado à presença de um ambiente que remete à contaminação, morte e estresse.

Transtorno do Estresse pós-traumático

O Transtorno do estresse pós-traumático, por exemplo acontece após situações de muito estresse emocional simultâneo, mais comum em cenas onde há muitas mortes ao mesmo tempo. Ex: guerras, atentados. Este é o tipo de transtorno que mais acometeu os profissionais de saúde. Médicos e profissionais da enfermagem, por exemplos, que se deparam com número elevado de mortes em um curto período de tempo. Uma das características do T.E.P.T. são flashes das cenas vivenciadas que podem até ser confundidos com a realidade. Portanto, os profissionais de saúde, cujos mais se depararam com a cena de pessoas morrendo, podem sofrer de muitos transtornos mentais, principalmente TEPT.

A Pandemia de Depressão

Os idosos fazem parte dos grupos que têm alto risco de morte perante a infecção de Covid-19. Por conta disso, o distanciamento de familiares, muitas vezes para a proteção dos próprios idosos, provoca a sensação de abandono, solidão e tristeza. Isso, o luto de amigos e familiares da mesma faixa etária e sobretudo a limitação das atividades que lhes traziam prazer, pode favorecer casos de depressão na terceira idade. Os idosos parecem sentir mais fortemente o efeito psicológico desta pandemia.

O isolamento e o tão comentado lockdown pode ser um dos grande propulsores de episódios depressivos, uma vez que a pessoa terá pouca ou nenhuma possibilidade de interação com pessoas com quem desenvolveu afetos. A tecnologia pode ser tanto um fator de alívio, como também de estresse.

Se uma pessoa que está vivendo um luto intenso, por ter perdido familiares recentemente, por exemplo, perde o seu leque de possibilidades de vivenciar a parte social que também envolve a elaboração deste luto: (viajar, visitar familiares e amigos para falar sobre, ter acolhimento físico, etc.) e/ou perde seu emprego em função do fechamento de empresas que acompanhou a pandemia, e ainda não consegue sair para conhecer pessoas após o fim de um relacionamento ou ainda fazer exercícios físicos em uma academia ou parque: que tipo de prazer ela irá experienciar na vida? E o principal sintoma da depressão é a perda do prazer nas atividades.

Apesar de eu ter usado um exemplo extremo, onde este conjunto de coisas dificilmente aconteceria ao mesmo tempo: a Pandemia torna ele muito mais possível e menos improvável. Existe uma grande chance de vivermos uma pandemia de depressão maior ainda, sobretudo como um efeito psicológico da pós-pandemia.

O Efeito Ansiedade

O pensamento recorrente em um futuro catastrófico é um dos sintomas da ansiedade. Durante a pandemia a catástrofe no futuro se torna real. Ademais, com um futuro incerto até às autoridade e cientistas.

Por fim a ansiedade é talvez um dos Transtornos Mentais e efeitos psicológicos mais frequentes durante esta pandemia.

Com base na observação clínica própria e de pares, com base na pouca literatura sobre o assunto, mas aliando isso aos dados do passado, separei algumas características do pensamento e do comportamento ansioso durante a pandemia são estes:

  • Pensamento constante na própria morte e na de pessoas próximas;
  • Sensação constante de poder se contaminar a qualquer momento;
  • Estado de alerta elevado, com excessiva preocupação em manter o distanciamento social ao ir ao mercado, farmácias e até ao receber entregas, pegar elevador, etc;
  • Preocupação excessiva em lavar as mãos;
  • Medo de sair de casa;
  • Medo de locais onde pode haver aglomeração de pessoas (o que antes era conhecido como agorafobia, tem hoje função preventiva!);
  • Entre outros.

Um efeito psicológico positivochamado esperança

Pandemia conseguiu algo inédito: legitimar uma lista de comportamentos descritos em manuais de saúde mental. Portanto: atos que antes eram descritos como sintomas de transtornos mentais, hoje são vistos como ações recomendadas pelos órgãos de saúde.

A mudança de comportamento, o afastamento das pessoas que amamos e a perda da liberdade. Esta é a melhor resposta dentre tantas outras dadas ao longe deste texto. Se nascemos, crescemos e evoluímos através do afeto, então sofremos a partir de sua falta. A falta do afeto é o maior efeito psicológico da pandemia.

Como nos disse Paulo Freire uma vez: esperança não vem do verbo esperar e sim do verbo esperançar — que significa agir, levantar-se; nunca desistir! O pequeno conjunto de ações: realizar uma dieta, fazer exercícios em casa, escrever um livro e ler outros, criar um blog/site; e principalmente fazer terapia. Conseguir pensar e trabalhar de maneira saudável nas perspectivas de futuro é um dos maiores alicerces do presente.

Portanto a dica é: devemos usar a abusar disso nestes tempos.

O estado de esperança não se mantém sozinho. Em verdade, ele é bem difícil de ser mantido, sobretudo em tempos como estes. Contudo, ele pode produzir um norte muito forte à não desistência e, consequentemente, a melhora de pessoas em situação de grave transtorno mental.

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Texto escrito pelo psicólogo Caio Cesar Rodrigues.

Trauma de Infância: Psicologia Explica

Você já deve ter ouvido a expressão “trauma de infância”. Mas será que trauma é necessariamente uma coisa da infância? E talvez você já tenha ouvido a expressão “ficou com trauma”, em referência a um trauma psicológico ou até a outras coisas bem mais simples. E tudo, bem, isso pode ser bastante confuso mesmo. Mas como a psicologia explica o trauma? Dediquei esta pergunta para ser respondida neste texto feito especialmente para você!

A Origem do Trauma

Trauma é uma palavra importada da medicina, principalmente da ortopedia. Mas de alguma acabou ficando mais conhecida pelo seu uso na psicologia. O trauma é um rompimento, uma quebra (fratura/ferimento), um estilhaçamento de uma cena que vivenciamos. E esta cena pode ter acontecido na infância, sim. Mas cenas da vida adulta também podem tanto reeditar e reproduzir sentimentos e emoções de um trauma na infância, como podem, por si só produzir novamente a noção de trauma. Que pode trazer respostas emocionais estressantes, flashbacks e até fortes dores de cabeça.

Trauma ortopédico nos osso ulna e rádio. A traumatologia é a especialidade da ortopedia que cuida dos traumas nos ossos. A psicologia importou o termo trauma tanto do grego, como do médico.

E Trauma na Psicologia? É só na Infância?

Entendemos na psicologia que no trauma existe uma desvinculação do afeto e de sua representação. Mas como assim? Afeto não é necessariamente relacionado a carinho. (O que é Afeto?), Ele é toda a ação alheia que pode nos afetar a gerar prazer e/ou desprazer psíquico, podendo também eliciar emoções positivas e negativas. Sentimentos bons ou ruins. Durante o trauma, “perde-se a conta” daquilo que nos afeta, sente-se o sofrimento, às vezes anos depois, igualmente ao momento em que aquilo aconteceu. Como se fosse uma parte de nós que evoluísse separadamente.

A cura do trauma é a representação. A representação é uma forma de referência, um signo de alguma coisa. A forma mais conhecida de representação é a própria palavra. Ela, por si só, além de comprimir os significados, os sons que se pode “ouvir” mentalmente, também comprime emoções, sentimentos, afetos e pensamentos. Por isso que algumas palavras podem trazer boas ou más lembranças: tem tudo a ver com as bases neurológicas da memória, da fala e da emoção, que andam interligadas. As situações traumáticas impõem tanto estresse psicológico que marcam o sujeito sem que este consiga entender o que aconteceu em seu mundo sentimental. E isso pode ocorrer em qualquer fase da vida.

Trauma de Infância: o que diz a psicologia?

O trauma na infância é pior por dois motivos: 1) muitas conexões neuronais são formadas ali; 2) a criança ainda não desenvolveu respaldo linguístico e psicológico para falar sobre o trauma

Ainda sobre bases neurológicas, no texto sobre o afeto, é possível verificar que a psicologia e a neurociência dizem que a infância é o momento onde as conexões neuronais se formam em grande volume num curto período de tempo. Sendo o período da vida responsável muitas vezes por boa parte de como enxergaremos o mundo, já que é ali definida boa parte da estrutura do sistema nervoso, à maneira que for estimulado. Por isso que para a psicologia um trauma na infância tende a ser mais impactante. Mesmo que a neuroplasticidade nos permita reeditar formas vivenciar o mundo, leva-se muito mais tempo para construir conexões na vida adulta do que levou-se na infância.

Definição de trauma?

Para a psicologia, o trauma de infância ou não pode ser explicado como uma situação de estresse emocional tão forte que nos deixa sem poder falar, sem conseguir representar o que sentimos a partir daquilo. Ademais, às primeiras tentativas de fala os sentimentos são revividos antes da chegada das palavras. Em forma de flashbacks, estresse emocional, reações no corpo como choro, tremedeira e dissociação (o famoso “branco”).

No trauma a janela psicológica de sentimentos é tão estreita como a janela linguística de palavras. A infância é possuidora de menos palavras que a vida adulta, é por isso que a psicologia a considera um período muito mais sensível a tais vivências.

É por isso que, não raramente, quem o viveu e ainda não o elaborou, consegue falar muito pouco, ou sequer consegue falar sobre o evento. Como se as partes ainda não tivessem coladas, como se a ferida ainda não tivesse cicatrizado; como se só se lembrasse um pouco e este pouco, sozinho, não faz sentido, mas faz sentir muita angústia. Portanto, assim como a angústia, o trauma vai carregar o vazio das palavras. E conforme muita gente percebe, a psicologia também confirma que o trauma na infância é pior: uma vez que além de ter suas principais conexões neuronais formadas ali, uma criança tem muito menos recursos psicológicos e linguísticos para expressar o que sente/ sentiu a respeito da situação traumática do que o adulto.

Deve-se Falar sobre?

Quem passou por uma vivência ou experiência traumática tende a, por defesa ao estresse psíquico da situação, evitar repetí-la, mesmo que em forma de palavras. Mas ao mesmo tempo não é incomum que, quando esta pessoa se sente pronta para falar alguma coisa a respeito, sofra “mini repreensões” a respeito da fala sobre aquele assunto. Em geral por motivos de tanto seus ouvintes se angustiarem perante o assunto e quererem evitá-lo, quanto considerarem (a pessoa e/ou o ouvinte) aquele assunto um tabu a nunca mais ser mencionado, na crença de que desta forma irá haver melhor elaboração. Contudo, será que isso procede?

A angústia é o vazio que precisa ser preenchido. A psicologia entende que o trauma e a angústia podem andar de mãos dadas.

É como que as pessoas não quisessem falar sobre isso. Que falar sobre aquilo se torne, preventivamente, um tabu. É claro que é preciso respeitar o tempo da pessoa, mas falar, narrar, representar para ressignificar é o que ajuda a superar os traumas. Uma experiência traumática pode deixar marcas profundas na vida de uma pessoa, sobretudo porque a tendência mais natural é abraçar o isolamento e o silêncio. E o silêncio é o prato preferido da angústia.

E como se superar?

O recomendado é: falar do problema como estratégia para iniciar uma recuperação, ou seja, falar dos sentimentos que ele provoca, de causas e consequências. A recuperação é a construção de uma narrativa completa: onde os personagens têm nome, há um local, uma linha do tempo e um conjunto de sentimentos e emoções envolvidos. Justamente porque a ausência destes elementos poderá servir de fonte para a angústia e/ou revivência do fato. Tudo isso para poder virar página e avançar em um novo roteiro.

Neste vídeo, de maneira metafórica, é possível perceber como o trauma se inscreve no corpo. E à medida em que ele se inscreve, ele se finda quando a gente o descreve e, finalmente o escreve para poder falar.

Nesse caminho não há uma fórmula mágica, cada pessoa responderá ao trauma de uma forma particular, sendo a superação mais ou menos difícil, por isso a ajuda profissional é importante para guiar os esforços e para ajudar a dimensionar o sofrimento.

O fala, a língua, a linguagem como um todo têm um papel reconstituinte. Dos estilhaços a língua é a cola. Da fratura, do trauma: a língua é o pino, a placa e com sorte apenas o gesso ou a tala.

Existem fases de superação de um trauma. Mas um ponto crucial de melhora é observado quando a pessoa consegue falar sobre o evento sem mobilizar, com aquela intensidade que acontecia antes, o conjunto negativo de emoções e sentimentos de lá. Pois então: se você já ouviu que as palavras têm poder, saiba que esta frase está absolutamente correta.

Se você procura atendimento psicológico para um trauma ou uma vivência que está com dificuldade de superar, dê o primeiro passo. Basta clicar aqui.

Texto escrito pelo Psicólogo Caio Cesar Rodrigues.

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O que é Afeto? Ele nos afeta? Definição

O que é afeto? E então, você saberia a definição? Será que ele nos afeta? O que significa essa palavra que tanto usamos? O que é afeto? Saiba mais. Esta publicação tem caráter informativo, caso você esteja procurando atendimento psicológico, avaliação psicológica ou uma palestra, Clique Aqui. Você será direcionado para entrar em contato com o profissional.

Contudo, se você é um profissional ou estudante de psicologia veja o texto de afetos, emoções e sentimentos com referências no site da Sociedade dos Psicólogos. Clique Aqui.

Afeto: A definição que Afeta a nossa língua!

Mas o que é afeto e como ele afeta a língua portuguesa em sua definição? Há termos na nossa língua que estão tão presentes em nosso dia-a-dia que sequer nos perguntamos de seu real significado, mas acabamos “tendo uma ideia” a partir do volume e das situações em que este termo é empregado. Portanto o termo Afeto. O que é afeto?

Relacionamento afetivo, afetar, laço afetivo, afeição, por exemplo. São palavras muito utilizadas. Portanto hoje tentarei explicar um pouco mais sobre esta palavra.

O que é Afeto? Qual é a Definição?

Não se trata de uma ciência exata, mas, em tese: é, sobretudo, aquilo que nos afeta. É aquela parte dos outros que toca e esbarra em nossa vida quase sem percebermos e, por isso, literalmente nos afeta, passa a fazer parte de nós. Segundo o Diconário Michaellis:

afetar
a·fe·tar
1. Fazer crer; fingir, simular: “Sabia afetar seriedade, quando tinha vontade de rir; sabia mostrar-se alegre, quando estava triste […]” (AA2).
2. Causar abalo em; abalar, afligir: Afetou-o a derrota nas eleições.
3. Provocar mal-estar em; incomodar: “Sua roupa tinha o mesmo corte irrepreensível, mas já não afetava os requintes da moda […]” (SEN).
4. Adquirir doença infecciosa; contaminar: Afetara-o a gripe.
5. Dizer respeito a; interessar: Age como se o regulamento da empresa não o afetasse.
6. Causar lesão ou moléstia a: O álcool em excesso afeta o fígado.
7. Apurar-se ou esmerar-se muito, a ponto de tornar-se ridículo: Damas afetavam-se com extravagantes pinturas.
ETIMOLOGIA: latim: affectare.

Ele nos Afeta? A definição disso é bom ou ruim?

Sobretudo na Psicologia entendemos que o ambiente, e principalmente as pessoas próximas a nós nele, podem afetar a forma com que iremos nos comportar.
Portanto: nossa personalidade pode ser, de forma positiva ou negativa, afetada pela personalidade de nossos pais, que por sua vez poderá trazer experiências prazerosas ou desprazerosas em nossa vida emocional.

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O afeto do outro afeta nosso sistema nervoso. Por definição, ele mexe com a nossa cabeça: pois afeta (positiva ou negativamente) a produção de hormônios neurotransmissores.

E isso nos afeta negativamente?

Mas se tivemos cuidadores que nos afetaram fazendo com que vivenciássemos uma dose equilibrada e diversa de alegrias, frustrações, medos e emoções em geral, por exemplo, maior será nossa capacidade de flexibilizar nosso repertório emocional e assim lidaremos mais facilmente com os altos e baixos da vida.

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Cada pessoa vivencia mais frequentemente o conjunto de emoções a que foi mais exposta durante a vida.

O que afeta negativamente?

Entretanto, pessoas que foram expostas de maneira demasiada ao medo, em situações de violência, por exemplo, podem ter mais dificuldade de confiar a partir disso. Mas pessoas que apenas vivenciaram muitas alegrias e poucas frustrações, popularmente chamadas de “mimadas” tendem a ter muito mais dificuldade de lidar com as exigências da realidade. Podendo vivenciar um sofrimento e/ou uma raiva mais acentuados perante uma frustração.

Há alguma definição científica sobre como o afeto nos afeta?

Sobretudo na infância, onde nossas primeiras conexões neuronais se estabelecem, os estímulos que recebermos com maior frequência, poderão ser os que teremos mais facilidade de vivenciar ao longo da vida, exatamente porque nosso cérebro irá expandir suas conexões sinápticas ou, será “moldado” de maneira bem mais “brusca” durante a infância. Este conjunto de fatores também poderá, inclusive, produzir alterações na quantidade e frequência que produzimos determinados neurotransmissores como dopamina, serotonina, noradrenalina, etc. E mesmo que isso não signifique que seremos da mesma forma para o resto da vida, tal fato evidencia que é muito difícil que a maioria das pessoas simplesmente “mude” de personalidade.

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Imagem de um neurônio realizando múltiplas sinapses dentro de uma das múltiplas redes neuronais. O afeto pode afetar o fluxo de neurotransmissores, principalmente nas fases de definição das primeiras sinapses.

Então se eu tive determinado afeto na criação, serei assim para sempre?

Na verdade, é possível sim, acentuarmos ou diminuirmos alguns traços de personalidade que facilitam ou atrapalham nossas vidas ao longo de nossa existência. E podemos principalmente desenvolver inúmeras formas de lidar com aspectos que possam ser mais ou menos confortáveis. E tudo isso faz parte de um grande processo de autoconhecimento que teremos ao longo da vida. Mesmo que, à grosso modo, possamos dizer que somos o que somos a partir de um conjunto de afetos!

Novos Afetos podem Afetar quem somos?

Eu diria que novos afetos podem e provavelmente vão ampliar nosso “repertório”. Inclusive neurologicamente! Existe um processo chamado neuroplasticidade. Portanto a Neurociência explica que é exatamente ele que permite que possamos adaptar, moldar e reestruturar novas e antigas conexões neuronais ao longo da vida. E por mais que este processo não ocorra de maneira tão intensa e rápida como ocorreu na infância, ele é uma grande evidência de que podemos aprender a lidar com as diferentes formas de sofrimento e de ser em nossas vidas.

A Terapia pode ajudar?

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A Terapia é um é um processo onde se busca a fonte do afeto. Ela nos afeta positivamente. Sem dúvidas, e muito! Durante um processo de análise ou terapia nós descobrimos muito sobre nós mesmos. Portanto o psicólogo e/ou analista poderá nos ajudar a entender como nos tornamos quem somos e quais seriam os possíveis caminhos para a mudança. Às vezes, inclusive, apresentando escolhas que nem sabíamos que tínhamos e mostrando potencialidades, sofrimentos e características de nossa vida que podem passar despercebidas a nós mesmos e pessoas que não são profissionais da área.

O psicólogo aprende que muitos sintomas são afetos que ainda carecem de representação mental, e por isso podem afetar até o próprio corpo, pois a linguagem é a forma de organizar nossos sentimentos. Na terapia busca-se entender como o outro nos afeta e o que se fazer com isso.
Durante os 5 anos da graduação o Psicólogo estuda de diferentes e interligadas maneiras ciências como História,Neurociências, Filosofia, Sociologia, Biologia, Técnicas e Teorias da Psicologia e suas diferentes vertentes teóricas e até Matemática voltada para a Estatística!
Este texto te afeta? Bom, agora pergunte e responda aos colegas: o que é afeto?
Você já faz terapia? Conte mais sobre sua experiência nos comentários.

Espero ter ajudado.

E lembrem-se: Façam Análise, Façam Terapia!

E se você procura Atendimento Psicológico Clique Aqui.

Texto escrito pelo psicólogo Caio Cesar Rodrigues de Araujo
CRP: 06/139621

Avaliação Psicológica para Posse e Porte de Armas (CR)

É sabido que a avaliação psicológica para posse e porte de armas é imprescindível para o obter o C.R. (Certificado de Registro) de Arma de Fogo. Você quer saber mais sobre ela? Então confira!

Mas esta publicação tem caráter informativo. Contudo, caso você esteja procurando por atendimento psicológico, avaliação psicológica ou uma palestra personalizada, Clique Aqui. 

Se você é psicóloga (o) e quiser uma versão mais completa e extensa deste mesmo texto, vejo-o na Sociedade dos Psicólogos. Link aqui.

Mas é Permitido ter Posse/Porte de Armas no Brasil?

Decreto de Bolsonaro livra militares de exame para ter arma ...

É preciso ter o CR e ter sido aprovado na Avaliação Psicológica (psicotécnico) para portar ou possuir uma arma de fogo no Brasil.

Sim. Entretanto muito se debate o assunto das Armas de Fogo no Brasil. Um cidadão comum hoje é plenamente capaz de adquirí-las. Todavia, ao apresentar sua efetiva necessidade para tal, deverá cumprir alguns requisitos. Sendo assim, para obter o C.R. (Certificado de Registro) de Arma de Fogo diretamente pela Polícia Federal, será necessário:

  • Ter 25 anos ou mais
  • Buscar arma de calibre permitido
  • Comprovar idoneidade (Apresentar Certidão de Antecedentes Criminais)
  • Possuir residência fixa
  • Possuir Aptidão Psicológica
  • Possuir Capacidade técnica

O que a Avaliação Psicológica de Aptidão para o CR de Armas?

O Decreto nº 5.123, de 1º de julho de 2004, que regulamenta a LEI No 10.826, DE 22 DE DEZEMBRO DE 2003 determina: apenas um Psicólogo Credenciado pela Polícia Federal poderá atestar, através de um laudo, a aptidão ou inaptidão do então candidato à compra ou porte.

Projeto que amplia porte de armas de fogo pode ter votação na ...

Além da aprovação na avaliação psicológica, para obter posse ou porte de arma de fogo, é necessário, sobretudo, ser considerado apto no manuseio de armas de fogo.

Este laudo nada mais é do que uma Avaliação Psicológica, portanto uma coleta de dados técnico-científica, seguida de estudos e da interpretação das informações dos fenômenos psicológicos — resultantes da relação do indivíduo com a sociedade. Contudo, psicólogo só poderá fazer uma avaliação psicológica se utilizar métodos, técnicas e instrumentos apropriados.

Tanto os critérios para definir o que é uma avaliação, como as normas para realizá-la são descritos pelo Conselho Federal de Psicologia neste link.

Caso queira conhecer a diferença entre os termos “Avaliação Psicológica” e “Exame Psicotécnico, você poderá acessar o texto referente CLICANDO AQUI.

 Exemplo: Avaliação Psicológica para obter o CR de Porte/Posse de Armas de Fogo

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O Laudo/Parecer Psicológico da Avaliação Psicológica/Exame Psicotécnico para CR para posse ou porte de arma.

Mas quem determina que a necessidade da Avaliação Psicológica para obter o CR?

São, respectivamente, os artigos da Lei nº 10.826/2003 e Decreto nº 5.123/2004. Contudo, nos dias de hoje há em tramitação um projeto para ampliar esta legislação e, consequentemente, as possibilidades de porte e posse.

Art. 2º A aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo deverá ser atestada em laudo psicológico conclusivo, conforme modelo do Anexo II, emitido pelo então psicólogo da Polícia Federal ou por esta credenciado

A informação sobretudo consta na Instrução Normativa de Psicólogos para Emissão do Laudo de Aptidão Psicológica para manuseio de arma de fogo e para o exercício da profissão de vigilante da Polícia Federal. 

Os critérios para a Avaliação Psicológica para Posse/Porte de Armas:

  • Ter sido realizada em período não superior a 01 (um) ano do respectivo requerimento;
  • Considerar o então interessado como APTO ou INAPTO para o manuseio de arma de fogo, sem mencionar os nomes dos instrumentos psicológicos utilizados e as características de personalidade aferidas.

O que é utilizado na avaliação?

  • Instrumentos de avaliação psicológica utilizados na aferição das características de personalidade e habilidades específicas dos usuários de arma de fogo.

Dos quais:

  • 1 teste projetivo, 1 teste expressivo, 1 teste de memória, 1 teste de atenção difusa e concentrada e 1 entrevista semi-estruturada;
  • Entretanto, os testes psicológicos utilizados, devem todos ser reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia.

Após o resultado da Avaliação Psicológica terei meu CR para porte/posse de armas?

Portanto, sendo considerado apto e cumprindo todos os requisitos, é provável que o então solicitante um dia seja possuidor deste documento abaixo, o que irá tornar sua aquisição de uma arma de fogo um processo plenamente dentro da Legislação Brasileira:

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É imprescindível ter feito uma Avaliação Psicológica para obter o CR para posse e porte de armas no Brasil. Ele é emitido pelo SINARM da Polícia Federal.

Espero ter ajudado!

  • Mas se você deseja fazer uma Avaliação Psicológica para posse ou porte de armas na Polícia Federal, você poderá encontrar o Psicólogo Credenciado clicando neste link aqui.

Contudo, se você procura Atendimento Psicológico Clique Aqui.

Texto escrito pelo psicólogo Caio Cesar Rodrigues de Araujo CRP: 06/139621

As Diferenças entre Exame Psicotécnico e Avaliação Psicológica?

Você saberia dizer quais as diferenças entre exame psicotécnico e avaliação psicológica? Então este texto foi feito para você! No Brasil muito se fala sobre Avaliação Psicológica e Exame Psicotécnico. São feitos para a Carteira Nacional de Habilitação, para Cirurgia Bariátrica, de Vasectomia, Laqueadura e até para posse ou porte de armas de fogo! Mas você saberia diferenciar?

Esta publicação tem caráter informativo, portanto, caso você esteja procurando atendimento psicológico, avaliação psicológica ou uma palestra, Clique Aqui. Você será então direcionado para entrar em contato com o profissional.

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As diferenças entre Exame Psicotécnico e Avaliação Psicológica seria linguísticas apenas?

Muito se pergunta a respeito da maneira correta para nomear aquele processo, que é feito antes de um psicólogo emitir um Laudo ou Parecer Psicológico. Mas com certeza não é atoa, pois muitas vezes os termos são usados de maneira diferente em múltiplos lugares. Neste texto você poderá aprender mais sobre as possíveis diferenças e o nome mais apropriado para se dizer.

As Diferenças do Conceito: Psicotécnico vs Avaliação Psicológica

Quando consultamos sobre Psicodiagnóstico, descobrimos que “psicotécnico” trata-se de um processo que pressupõe a utilização de recursos para abordar os dados psicológicos de forma sistemática, através de métodos e técnicas orientados para a resolução do problema (Cunha, 1993).

Avaliação Psicológica | Psicólogo em São Paulo
As diferenças precisam partir do conceito. Mas você conhece o conceito de Avaliação Psicológica?

Então perceba a semelhança com o que é entendido por Avaliação Psicológica pelo Conselho Federal de Psicologia:

[…] o processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos, que são resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas – métodos, técnicas e instrumentos.

Exame (Psicotécnico) vs Avaliação (Psicológica)

Formulário de pesquisa ou exame, longa folha de papel com lista de ...
Você já parou para pensar em quais seriam as diferenças de Exame e Avaliação?

Podemos pensar que a diferença entre Exame e Avaliação encontra-se plenamente no objetivo. Entretanto o Exame observa o que acontece agora, já a Avaliação pode observar o que já aconteceu e também as probabilidades e/ou projeções futuras de acontecimento a partir do que se sabe até agora.

Exemplo de Avaliação Psicológica

Gun sales surge because of protests, pandemic – Times News Online
Muito se chama de exame psicotecnico ou avaliação psicológica. Mas quando se trata de conceder uma arma de fogo a alguém, a nomenclatura é a menor das diferenças!

Pensando numa Avaliação Psicológica para Porte de Arma, por exemplo, queremos saber se o estado psicológico do candidato hoje, é adequado ou não para o comportamento que se espera dele caso ele possua uma arma de fogo. E por mais que as definições entre Avaliação Psicotécnica e Avaliação Psicológica sejam bem semelhantes. Portanto o termo mais correto a se utilizar é Avaliação Psicológica, uma vez que é como o próprio Conselho Federal de Psicologia se refere ao processo. Mas não podemos esquecer das adaptações culturais! Sabendo que, em função da nomenclatura do Detran ser, predominantemente, “Psicotécnico”, ninguém irá te repreender por usar este termo tão arraigado em nossa cultura.

Espero ter ajudado. Qualquer dúvida deixe nos comentários.

E lembrem-se: Façam Análise, Façam Terapia!

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Texto escrito pelo psicólogo Caio Cesar Rodrigues de Araujo CRP: 06/139621

Terapia Online funciona? Tem diferença?

A terapia online funciona? Tem diferença entre ela e a presencial? Descubra se a terapia online vai funcionar para você neste artigo! Ele foi feito especialmente para você, que ainda não tem certeza sobre o processo tão frequente nesta pandemia. Saiba mais sobre.

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É permitido fazer Terapia Online? E funciona?

Tudo bem que a terapia será online.Você aguentou até aqui, por isso que agora é a sua vez de olhar para dentro. Ela funciona. E com a ajuda de um bom profissional não terá muita diferença. Terapia funciona Online ou Presencial: a diferença é o bom profissional.

Há muita diferença na terapia online?

Naturalmente, fato do processo ter deixado de ser presencial não mudou características essenciais de um processo de psicoterapia. Entretanto, problemas de conexão e sobretudo de privacidade em casa podem surgir.

No atendimento online, continuam funcionando alguns fatores importantes sem diferença:

  • O psicólogo ainda seguirá rigidamente o Código de Ética do Profissional Psicólogo;
  • O sigilo continua sendo absoluto, bem como a privacidade do local de atendimento;
  • O horário das sessões continua sendo fixo, bem como o dia combinado; 
  • A pontualidade se faz tão ou mais necessária, bem como o pagamento das sessões.
Quer seja terapia online quer seja presencial: a confiança, o rapport, a técnica e a ética continuarão sendo o que mais fará funcionar e acontecer o processo de terapia.

Por fim: terapia online funciona e a diferença é mínima

É claro que assim como no atendimento presencial o profissional e o paciente chegarão a um acordo referente aos limites de suas respectivas flexibilidades. Sendo o bom senso e a relação terapêutica sempre os maiores termômetros do que pode e não pode neste “novo” formato.

Contudo se após este texto, ainda ficou alguma dúvida a respeito, deixe aqui seu comentário e irei respondê-lo com toda a atenção. Tem alguma dúvida mais particular? Envie um e-mail para contato@caiocesarpsi.com

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