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Categoria Conceitos

A Diferença de Emoção e Sentimento

Você como toda pessoa, já deve ter se perguntado qual seria a diferença entre emoção e sentimento? Toda emoção seria um sentimento? Todo sentimento seria uma emoção? Os dois? Nenhum? Este é finalmente o texto que você tanto procurou sobre o assunto. A Diferença de Emoção e Sentimento. Se você também quiser saber o que é afeto, clique aqui e veja um texto exclusivo sobre o assunto.

Caso você queira uma versão mais detalhada e/ou é profissional ou estudante de psicologia, acesse o texto voltado à parte acadêmica com referências téoricas e científicas disponível na Sociedade dos Psicólogos. Clique Aqui para Acessar.

O que é Emoção?

A diferença de emoção e sentimento.

Etimologicamente falando, emoção significa “movimento para fora”, do latim emovere (prefixo “e” significa “fora” + sufixo “movere”, que significa “movimento”). Faz sentido? É como se ela fosse algo que, literalmente, faz com que nos movamos para fora de nosso corpo.

Ela também é uma resposta cerebral, psicológica e corporal. Ou seja, é algo que ocorre em os nossos neurônios, altera nosso comportamento a partir de nossa mente e, consequentemente, se mostra em nosso corpo. Eu tenho certeza que você, já conseguiu imaginar o que uma pessoa estava sentindo apenas por ter visto o semblante, o rosto daquela pessoa. É a típica expressão de mães e avós: “cara de quem tá… (complete a frase)”, rs.

O sentimento, a emoção e a diferença entre eles têm uma morada só: o cérebro.

Isso acontece porque as áreas de nosso cérebro estão amplamente conectadas. A área da fala, se conecta à área das emoções, que por sua vez se conecta à memória — que também se conecta à parte do movimento muscular! Então a emoção é algo que também atravessa nosso tom de voz, nossa postura corporal, as expressões de nosso rosto e até nossas lembranças mais primórdias. É exatamente por isso que podemos sorrir, chorar e até rir de lembranças de nossa vida!

Portanto, não existe aquela coisa de que “somo mais emoção ou somos mais razão”. Todos somos razão e emoção, mas podemos utilizar razões e emoções diferentes para lidar com algumas coisas. E principalmente: em intensidades diferentes. Tudo isso vai variar, sobretudo, do momento e da história de quem vive ou viveu uma situação.

Quais são as diferentes emoções que sentimos?

A diferença entre as emoções e sentimentos podem aparecer em vários aspectos do nosso corpo e da nossa mente.

Há muitas teorias sobre quais são as emoções principais, quantas seriam e qual a diferença ou semelhança entre uma e outra. Mas uma teoria bastante difundida e aceita atualmente é a do psicólogo Paul Ekman, que também estudou bastante as formas de expressão das emoções. Ele define 7 emoções básicas, sendo que o restante seria uma espécie de variação destas, em níveis de intensidade, por exemplo. São elas:

  • Alegria
  • Tristeza
  • Raiva
  • Medo
  • Nojo
  • Desprezo
Às vezes as diferenças de uma emoção, de um sentimento para outro estão na intensidade da vivência.

O que são Sentimentos? A Diferença de Sentimento e Emoção

Os sentimentos são narrativas, aglomerados e palavras que captam não só as emoções, mas todo o contexto do que sentimos. Um sentimento, por exemplo, pode conter mais de uma emoção. O sentimento é a forma comunicar, através de um conceito abstrato, aquilo que se sente. E isso não necessariamente é uma emoção.

Por exemplo: eu estou sentindo dor.

Utilizamos da linguagem para explicar qual é a sensação, a percepção que fazemos da realidade. E às vezes até nossos pensamentos. E claro, também são formas de falarmos sobre as emoções.

Uma imagem também pode ser uma forma de falar sobre sentimentos e emoções. A principal diferença de emoção e sentimento está no fato de que o sentimento descreve o que sentimos, enquanto a emoção é o que sentimos.

Portanto: a principal diferença de emoção e sentimento está no fato de que o sentimento descreve o que sentimos, percebemos e vivemos, enquanto a emoção é exatamente aquilo que sentimos no cérebro, no corpo e na mente. Ao mesmo tempo. Inclusive: ambos podem ser afetos.

A Psicoterapia e sua relação com emoções e sentimentos

O psicólogo é o profissional que estudou para entender, identificar e tratar questões emocionais, sentimentais e afetivas que podem vir a se tornaram ou se tornaram transtornos na vida do sujeito.

Às vezes a nossa vivência afetiva, emocional e/ou sentimental não está sendo das melhores. Podemos estar experienciando uma emoção, sentimento ou afeto com mais intensidade do que outros, ou até com menos. O papel do psicólogo também poderá ser em ajudar a pessoa a entender, diferenciar e até modular o que sente.

Por exemplo: uma pessoa que sofre com um transtorno de ansiedade está vivenciando com muito mais frequência a emoção do medo e o sentimento de que ela mesma ou às pessoas por perto poderiam morrer. Assim como uma pessoa com depressão queixa-se exatamente de não sentir ou não conseguir identificar emoção alguma. Apenas o sentimento do vazio, da angústia e da falta do sentimento de prazer.

Nestes momentos o psicólogo é o profissional responsável, portanto, a ajudar esta pessoa a falar, compreender e resolver as questões afetivas, emocionais e sentimentais que podem estar desordenadas, desorganizadas e, sobretudo, em sofrimento desproporcional.

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Este texto é um esboço. Se você quiser saber mais sobre o assunto você poderá encontrar mais textos sobre sentimentos e emoções nos recomendadíssimos blogs sobre o assunto, principalmente para estudantes de psicologia, psicólogos e profissionais, estudantes e até curiosos sobre saúde mental: Sociedade dos Psicólogos e no CICEM (Centro de Investigação do Comportamento da Emoções), dos quais também faço parte como colunista e palestrante.

Texto escrito pelo Psicólogo Caio Cesar Rodrigues — CRP: 06/139621.

O que é Afeto? Ele nos afeta? Definição

O que é afeto? E então, você saberia a definição? Será que ele nos afeta? O que significa essa palavra que tanto usamos? O que é afeto? Saiba mais. Esta publicação tem caráter informativo, caso você esteja procurando atendimento psicológico, avaliação psicológica ou uma palestra, Clique Aqui. Você será direcionado para entrar em contato com o profissional.

Contudo, se você é um profissional ou estudante de psicologia veja o texto de afetos, emoções e sentimentos com referências no site da Sociedade dos Psicólogos. Clique Aqui.

Afeto: A definição que Afeta a nossa língua!

Mas o que é afeto e como ele afeta a língua portuguesa em sua definição? Há termos na nossa língua que estão tão presentes em nosso dia-a-dia que sequer nos perguntamos de seu real significado, mas acabamos “tendo uma ideia” a partir do volume e das situações em que este termo é empregado. Portanto o termo Afeto. O que é afeto?

Relacionamento afetivo, afetar, laço afetivo, afeição, por exemplo. São palavras muito utilizadas. Portanto hoje tentarei explicar um pouco mais sobre esta palavra.

O que é Afeto? Qual é a Definição?

Não se trata de uma ciência exata, mas, em tese: é, sobretudo, aquilo que nos afeta. É aquela parte dos outros que toca e esbarra em nossa vida quase sem percebermos e, por isso, literalmente nos afeta, passa a fazer parte de nós. Segundo o Diconário Michaellis:

afetar
a·fe·tar
1. Fazer crer; fingir, simular: “Sabia afetar seriedade, quando tinha vontade de rir; sabia mostrar-se alegre, quando estava triste […]” (AA2).
2. Causar abalo em; abalar, afligir: Afetou-o a derrota nas eleições.
3. Provocar mal-estar em; incomodar: “Sua roupa tinha o mesmo corte irrepreensível, mas já não afetava os requintes da moda […]” (SEN).
4. Adquirir doença infecciosa; contaminar: Afetara-o a gripe.
5. Dizer respeito a; interessar: Age como se o regulamento da empresa não o afetasse.
6. Causar lesão ou moléstia a: O álcool em excesso afeta o fígado.
7. Apurar-se ou esmerar-se muito, a ponto de tornar-se ridículo: Damas afetavam-se com extravagantes pinturas.
ETIMOLOGIA: latim: affectare.

Ele nos Afeta? A definição disso é bom ou ruim?

Sobretudo na Psicologia entendemos que o ambiente, e principalmente as pessoas próximas a nós nele, podem afetar a forma com que iremos nos comportar.
Portanto: nossa personalidade pode ser, de forma positiva ou negativa, afetada pela personalidade de nossos pais, que por sua vez poderá trazer experiências prazerosas ou desprazerosas em nossa vida emocional.

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O afeto do outro afeta nosso sistema nervoso. Por definição, ele mexe com a nossa cabeça: pois afeta (positiva ou negativamente) a produção de hormônios neurotransmissores.

E isso nos afeta negativamente?

Mas se tivemos cuidadores que nos afetaram fazendo com que vivenciássemos uma dose equilibrada e diversa de alegrias, frustrações, medos e emoções em geral, por exemplo, maior será nossa capacidade de flexibilizar nosso repertório emocional e assim lidaremos mais facilmente com os altos e baixos da vida.

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Cada pessoa vivencia mais frequentemente o conjunto de emoções a que foi mais exposta durante a vida.

O que afeta negativamente?

Entretanto, pessoas que foram expostas de maneira demasiada ao medo, em situações de violência, por exemplo, podem ter mais dificuldade de confiar a partir disso. Mas pessoas que apenas vivenciaram muitas alegrias e poucas frustrações, popularmente chamadas de “mimadas” tendem a ter muito mais dificuldade de lidar com as exigências da realidade. Podendo vivenciar um sofrimento e/ou uma raiva mais acentuados perante uma frustração.

Há alguma definição científica sobre como o afeto nos afeta?

Sobretudo na infância, onde nossas primeiras conexões neuronais se estabelecem, os estímulos que recebermos com maior frequência, poderão ser os que teremos mais facilidade de vivenciar ao longo da vida, exatamente porque nosso cérebro irá expandir suas conexões sinápticas ou, será “moldado” de maneira bem mais “brusca” durante a infância. Este conjunto de fatores também poderá, inclusive, produzir alterações na quantidade e frequência que produzimos determinados neurotransmissores como dopamina, serotonina, noradrenalina, etc. E mesmo que isso não signifique que seremos da mesma forma para o resto da vida, tal fato evidencia que é muito difícil que a maioria das pessoas simplesmente “mude” de personalidade.

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Imagem de um neurônio realizando múltiplas sinapses dentro de uma das múltiplas redes neuronais. O afeto pode afetar o fluxo de neurotransmissores, principalmente nas fases de definição das primeiras sinapses.

Então se eu tive determinado afeto na criação, serei assim para sempre?

Na verdade, é possível sim, acentuarmos ou diminuirmos alguns traços de personalidade que facilitam ou atrapalham nossas vidas ao longo de nossa existência. E podemos principalmente desenvolver inúmeras formas de lidar com aspectos que possam ser mais ou menos confortáveis. E tudo isso faz parte de um grande processo de autoconhecimento que teremos ao longo da vida. Mesmo que, à grosso modo, possamos dizer que somos o que somos a partir de um conjunto de afetos!

Novos Afetos podem Afetar quem somos?

Eu diria que novos afetos podem e provavelmente vão ampliar nosso “repertório”. Inclusive neurologicamente! Existe um processo chamado neuroplasticidade. Portanto a Neurociência explica que é exatamente ele que permite que possamos adaptar, moldar e reestruturar novas e antigas conexões neuronais ao longo da vida. E por mais que este processo não ocorra de maneira tão intensa e rápida como ocorreu na infância, ele é uma grande evidência de que podemos aprender a lidar com as diferentes formas de sofrimento e de ser em nossas vidas.

A Terapia pode ajudar?

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A Terapia é um é um processo onde se busca a fonte do afeto. Ela nos afeta positivamente. Sem dúvidas, e muito! Durante um processo de análise ou terapia nós descobrimos muito sobre nós mesmos. Portanto o psicólogo e/ou analista poderá nos ajudar a entender como nos tornamos quem somos e quais seriam os possíveis caminhos para a mudança. Às vezes, inclusive, apresentando escolhas que nem sabíamos que tínhamos e mostrando potencialidades, sofrimentos e características de nossa vida que podem passar despercebidas a nós mesmos e pessoas que não são profissionais da área.

O psicólogo aprende que muitos sintomas são afetos que ainda carecem de representação mental, e por isso podem afetar até o próprio corpo, pois a linguagem é a forma de organizar nossos sentimentos. Na terapia busca-se entender como o outro nos afeta e o que se fazer com isso.
Durante os 5 anos da graduação o Psicólogo estuda de diferentes e interligadas maneiras ciências como História,Neurociências, Filosofia, Sociologia, Biologia, Técnicas e Teorias da Psicologia e suas diferentes vertentes teóricas e até Matemática voltada para a Estatística!
Este texto te afeta? Bom, agora pergunte e responda aos colegas: o que é afeto?
Você já faz terapia? Conte mais sobre sua experiência nos comentários.

Espero ter ajudado.

E lembrem-se: Façam Análise, Façam Terapia!

E se você procura Atendimento Psicológico Clique Aqui.

Texto escrito pelo psicólogo Caio Cesar Rodrigues de Araujo
CRP: 06/139621

As Diferenças entre Exame Psicotécnico e Avaliação Psicológica?

Você saberia dizer quais as diferenças entre exame psicotécnico e avaliação psicológica? Então este texto foi feito para você! No Brasil muito se fala sobre Avaliação Psicológica e Exame Psicotécnico. São feitos para a Carteira Nacional de Habilitação, para Cirurgia Bariátrica, de Vasectomia, Laqueadura e até para posse ou porte de armas de fogo! Mas você saberia diferenciar?

Esta publicação tem caráter informativo, portanto, caso você esteja procurando atendimento psicológico, avaliação psicológica ou uma palestra, Clique Aqui. Você será então direcionado para entrar em contato com o profissional.

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As diferenças entre Exame Psicotécnico e Avaliação Psicológica seria linguísticas apenas?

Muito se pergunta a respeito da maneira correta para nomear aquele processo, que é feito antes de um psicólogo emitir um Laudo ou Parecer Psicológico. Mas com certeza não é atoa, pois muitas vezes os termos são usados de maneira diferente em múltiplos lugares. Neste texto você poderá aprender mais sobre as possíveis diferenças e o nome mais apropriado para se dizer.

As Diferenças do Conceito: Psicotécnico vs Avaliação Psicológica

Quando consultamos sobre Psicodiagnóstico, descobrimos que “psicotécnico” trata-se de um processo que pressupõe a utilização de recursos para abordar os dados psicológicos de forma sistemática, através de métodos e técnicas orientados para a resolução do problema (Cunha, 1993).

Avaliação Psicológica | Psicólogo em São Paulo
As diferenças precisam partir do conceito. Mas você conhece o conceito de Avaliação Psicológica?

Então perceba a semelhança com o que é entendido por Avaliação Psicológica pelo Conselho Federal de Psicologia:

[…] o processo técnico-científico de coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos, que são resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas – métodos, técnicas e instrumentos.

Exame (Psicotécnico) vs Avaliação (Psicológica)

Formulário de pesquisa ou exame, longa folha de papel com lista de ...
Você já parou para pensar em quais seriam as diferenças de Exame e Avaliação?

Podemos pensar que a diferença entre Exame e Avaliação encontra-se plenamente no objetivo. Entretanto o Exame observa o que acontece agora, já a Avaliação pode observar o que já aconteceu e também as probabilidades e/ou projeções futuras de acontecimento a partir do que se sabe até agora.

Exemplo de Avaliação Psicológica

Gun sales surge because of protests, pandemic – Times News Online
Muito se chama de exame psicotecnico ou avaliação psicológica. Mas quando se trata de conceder uma arma de fogo a alguém, a nomenclatura é a menor das diferenças!

Pensando numa Avaliação Psicológica para Porte de Arma, por exemplo, queremos saber se o estado psicológico do candidato hoje, é adequado ou não para o comportamento que se espera dele caso ele possua uma arma de fogo. E por mais que as definições entre Avaliação Psicotécnica e Avaliação Psicológica sejam bem semelhantes. Portanto o termo mais correto a se utilizar é Avaliação Psicológica, uma vez que é como o próprio Conselho Federal de Psicologia se refere ao processo. Mas não podemos esquecer das adaptações culturais! Sabendo que, em função da nomenclatura do Detran ser, predominantemente, “Psicotécnico”, ninguém irá te repreender por usar este termo tão arraigado em nossa cultura.

Espero ter ajudado. Qualquer dúvida deixe nos comentários.

E lembrem-se: Façam Análise, Façam Terapia!

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Texto escrito pelo psicólogo Caio Cesar Rodrigues de Araujo CRP: 06/139621

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